Para que todos tenham alimentos em abundância, pela erradicação da miséria, tomemos parte nesta luta em prol dos necessitados.
Este site não pede dinheiro, não recebe doações, aqui, nossa luta é de conscientização e só usamos palavras.




Diga não à pedofilia

27 de Dezembro de 2007

* O "Dream Work " dos imigrantes é responsabilidade social

Amigos desta blogosfera
Faz-se necessário analisar as notícias do mundo inteiro para repassarmos um resumo de qualquer palavra a transmitir aqui. Caso tentemos focalizar argumentos em torno do nosso pequeno universo de conhecimento corremos o risco de super valorizar o que nos rodeia, ou mesmo, desvalorizar o que o mundo oferece, ou vice-versa.
A intenção dest post é mostrar em poucas palavras que imigrar para qualquer lugar do mundo na atualidade não significa ir de encontro ao sonhado Eldorado, muitas vezes significa ir de encontro à desilusões que fincarão raízes para o resto de nossas vidas. Não é uma tarefa fácil dirigir esta palavra às pessoas que decidiram fazer esta experiência, mas advirto para que analisem o contexto mundial das imigrações, as dificuldades de cada país e não se deixem enganar por palavras de quem fez o sonhado percurso. Muitas vezes são palavras falsas.
Tome como exemplo de análise um país rico como a Alemanha e consideremos a notícia publicada no jornal Deutsche Welle de 24/12 mais de 2,5 milhões de crianças dependem hoje de ajuda social na Alemanha, o dobro do total registrado em 2005, quando o governo do social-democrata Gerhard Schröder efetuou cortes no sistema de bem-estar social. Segundo o politógo Christoph Butterwegge, da Universidade de Colônia, o aumento da pobreza infantil no país é conseqüência direta desses cortes.
"Instituições humanitárias e pesquisadores como eu advertiram que a reforma do mercado de trabalho significaria o aumento da pobreza e que as crianças seriam as principais afetadas", critica Butterwegge.
Seus argumentos são defendidos também pela instituição de caridade Die Tafel, que oferece refeições e distribui alimentos para a população necessitada em toda a Alemanha. De acordo com seu presidente, Gerd Häuser, das 800 mil pessoas que receberam doações neste ano, cerca de 200 mil eram crianças. Além disso, o total de pessoas que a instituição ajuda está crescendo signficativamente, tendo sido de 600 mil há apenas dois anos.
Imaginem os senhores que no texto acima estamos falando de uma publicação de jornal alemão sobre a situação de miséria de um país rico como é o caso da Alemanha. Partindo daí, teríamos que analisar a passagem de brasileiros por Portugal e outros países da Europa, muitas vezes guiados por sonhos malcontados, isto é, guiados pela ilusão de enriquecimento rápido.
Quando eu ainda estava no Brasil, na época em que inaugurei o primeiro café Filosófico em Goiânia, muito debatemos a situação mundial e o fato que me chamou atenção é que a cada vez que falávamos em Portugal, o grupo tentava contradizer, explicando que Portugal é um país riquíssimo e quando eu explicava a diferença salarial da Bélgica que é 120% maior que a de Portugal, sei que muitos ficaram estarrecidos com as minhas palavras. Para a grande maioria de brasileiros, país rico é Portugal e ponto final. Talvez este erro de interpretação é que tem feito aumentar o fluxo de imigrações em direção a Portugal.
Hoje o contexto mundial é complicado, o desemprego atinge todos os países, mesmo os de primeiro mundo e a busca pelo Eldorado está ficando cada vez mais difícil. Em relação a salário os Estados Unidos não valem mais a pena. O dólar nem chega a dobrar, girando na média de 1,85 o que não é interessante para quem deixa seu país e quer fazer reserva de dinheiro em outro lugar. As próprias despesas consomem quase tudo o que se ganha.
Não abri este post para aconselhar, muito pelo contrário, o que eu possa dizer aqui independe do que você pode descobrir sozinho. Vir para um outro país, só faça com emprego arrumado, papéis legalizados e tendo em vista que o Eldorado não é bem ali ao alcance da mão. Tem que suar muito, sofrer muito, engolir sapo, comer o pão que o diabo amassou e sem pestanejar. Antes de arricar pense, calcule e não faça bobagem que nestes 10 anos de Europa eu vi muita gente fazendo. Alguns não resistiam três meses e voltavam chorando, tendo que resignar-se a terminar os dias pobres, mas em casa, no nosso amado país.
As condições financeiras nem sempre são bem explicadas por quem conta o sucesso conseguido em sua permanência fora do Brasil e muitas mentiras fazem a ilusão de outros tantos que só vão sentir a triste realidade, quando já nem dá mais para voltar atrás. Todos vêem sem conhecimento do que terão que fazer, do que terão que passar.
Outra coisa que me chocou nestes anos de Europa foi a quantidade de deportação que eu assisti. Amigos meus foram algemados, metidos dentro de um avião como criminosos. Outros foram amargurar na prisão e tantos foram batidos e maltratados. Assim, este post se faz necessário também para alertar as autoridades brasileiras: criem oportunidades de trabalho para nossa gente não ter que ir buscar lá fora ilegalmente. Imigração é responsabilidade social e lugar de brasileiro é no Brasil. Eu posso garantir que a culpa destas imigrações está na falta de visão do governo, não percebendo que o povo brasileiro não pode mais viver com um salário de miséria. As sociedade brasileira evolui e quer mais, portanto abram portas, dêem chance, cavem possibilidades, para que nosso povo volte à casa e busquem unidos uma maneira de viver bem.
Por Alda Inacio

22 de Dezembro de 2007

* Natal é hora de dividir o pão

O simbolismo do Natal é glorioso quando pensamos no nascimento de Jesus Cristo, o nascimento daquele que veio para pagar pelos pecados do mundo, este mesmo mundo que festeja abundantemente as ceias de Natal, as missas de Natal, os presentes de Natal. Mas, será que diante de tanta fartura nas mesas ricas deste nosso mundo, há uma lembrança do verdadeiro Cristo, aquele menino pobre que nasceu a caminho, quando sua mãe ia enregistrar-se em outra cidade? Um Jesus que ensinou a bondade, a misericórdia, a dividir o pão...
Se esta pergunta fosse feita em cada lar no dia de Natal a resposta seria "sim"! Então o que é conhecer Jesus, acreditar em Jesus, amar a Jesus, se deste indivíduo que somos nós, amante e as vezes praticantes das coisas de Cristo, se este indivíduo não divide o pão, é ausente do sofrimento dos miseráveis, é indiferente para com os necessitados e nem sente vontade de fazer isto? Ainda mais: fica esperando que o governo faça alguma coisa pelos pobres, pois é fácil alguém fazer e ele ficar sentado.
Pensando nos meninos de rua, este simbolismo do Natal nada significa para aqueles meninos de rua do Brasil e de tantos outros países, que nem sabem das coisas de Cristo, ninguém os ensinou e amanhã eles vão virar bandidos porque você nada fez, pois não era problema seu. Vamos pensar nisto pessoal. Vamos pensar com vontade na nossa responsabilidade social.

Gente amiga, estas comemorações não significam nada para mim e talvez eu vá chorar na noite interirinha de Natal, pq também estou aqui falando, falando em vez de ir para a rua, ao menos para dar um alimento a alguém como solidariedade de Natal. Talvez você também esteja assim, impossibilitado de fazer algo mais concreto por tanta gente necessitada. Planeje ! Marque o seu tempo, como eu marquei o meu. E o meu tempo tem mês, dia e só falta a hora certa, em que estarei fazendo o que desejo, se assim Deus me abençoar.
Eu sinto que é muito pouco isto aqui, é preciso fazer mais.
Deixo abaixo o refrão de uma música minha (do tempo que eu compunha músicas e minha filha Andressa cantava e na voz dela algumas músicas minhas ganharam troféus e isto faz mais de 10 anos)
Esta foi feita para os meninos de rua, é só refrão:

Sonha menino sonha, não tenha medo
Que a noite passa logo, não tem segredo
Sonha menino sonha, com o lugar
onde a felicidade existe
e não fiques triste
logo chegas lá
Por Alda inacio

18 de Dezembro de 2007

* Convite aos blogueiros para participarem do Forum Social Mundial



Os organizadores do Forum Social Mundial 2008 fazem o convite à todos os blogueiros para unir forças no dia 26 de janeiro numa luta conjunta contra a miséria, a favor de todas as reivindicação que ele abrange e para isto é necessário seguir algumas normas para que façamos trabalhos organizados.

Abaixo coloco os passos a serem seguidos pelos blogueiros, para participarem do Forum.

O primeiro passo para apresentar ações ou participar dos Espaços de Ação é acessar o site do Forum e fazer o registro do seu blog.

a) Clique no botão CADASTRE-SE;

b) Escolha um NOME DE USUÁRIO. O registro no site deve ser realizado em nome de pessoas, não de organizações. Referências a movimentos, entidades, grupos ou redes a que você pertence podem ser feitas posteriormente (ver item “d”);

c) Preencha os campos EMAIL, SENHA, PAÍS/REGIÃO, PROVÍNCIA/ESTADO, CIDADE e CÓDIGO POSTAL. Se desejar, deixe uma mensagem no campo COMENTÁRIO OU DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES;

d) Em ORGANIZAÇÕES, escreva o nome de grupos, redes ou movimentos que você participa (separados por vírgulas);

e) Adicione TAGS (palavras-chave) para identificar temas de seu interesse (separados por vírgulas);

f) Se você representa uma organização, selecione “MARQUE ESTA CAIXA PARA FORNECER INFORMAÇÕES SOBRE A ORGANIZAÇÃO QUE VOCÊ REPRESENTA”.

Para maiores informação visite o site clicando abaixo:

FORUM SOCIAL MUNDIAM

15 de Dezembro de 2007

* Um dos resultados positivos de Bali: preservação da floresta Amazônica

Um ponto positivo a reunião de Bali vai deixar como herança ao mundo: um acordo assinado para preservação das florestas. O encontro tomou rumo depois da pressão de Ongs presentes que reivindicaram um acordo envolvendo a floresta Amazônica. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou quarta-feira a criação de um fundo para financiar o combate ao desmatamento da Amazônia.
O fundo deve entrar em funcionamento no fim de março e já tem promessas de atrair até lá cerca de US$ 150 milhões de doadores voluntários, de acordo com o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo. Segundo ele, ao longo de um ano de estudos, bancos, supermercados, empresas aéreas e de alimentação mostraram interesse em aplicar dinheiro no projeto.
Este fundo – que vai funcionar fora dos cofres da União – deve ser gerido por um conselho consultivo formado pelos governos federal e estaduais, organizações não-governamentais, cientistas e empresários, operado pelo BNDES.
O grupo dos cientistas deve ser formado por um "IPCzinho", em alusão ao Painel Intergovernamental para Mudança Climática, o IPCC, na sigla em inglês.
Quatro cientistas brasileiros, integrantes do IPCC, vão fazer parte do grupo, além de outros quatro estrangeiros.
Todo ano, o governo vai calcular quanto carbono deixou de ir para a atmosfera e multiplicar cada tonelada de carbono "poupada" por US$ 5.
Talvez agora os desmatamentos deixem de acontecer na Amazônia e em vários outras partes do globo, pois tendo dinheiro em jogo a situação muda.
Por Alda Inacio

13 de Dezembro de 2007

* Em Bali, Al Gore sugere acordo mundial sem os Estados Unidos

Gente amiga, é muito importante estar atento para os fatos da atualidade porque deles depende o futuro nosso e dos nossos filhos. Neste contexto, a importante reunião que acontece em Bali vai mal, os acordos estão ameaçados de não serem assinados e as palavras do Nobel da Paz, senhor Al Gore, ex vice presidente dos Estados Unidos foram graves. A Agence France Press relata as palavras de Al Gore pronunciadas em Bali no dia de hoje, leia-se "Eu não sou submisso à Diplomacia Americana, por isto posso dizer aos senhores uma verdade que incomoda: meu país, os Estados Unidos, é o principal responsável pelo fracasso desta reunião em Bali.
Eu acrescentaria mais: o Presidente Bush é o responsável pelo atraso nestes acordos e faz um jogo de empurra-empurra para que esta reunião dê em nada e que tudo seja decidido no encontro do Havaí em janeiro. Isto é grave, isto é tentativa de dominação clara e vergonhosa.
A União Européia propôs que os países industrializados reduzam suas emissões entre 25% e 40%, enquanto os Estados Unidos tentam arrastar outros países desenvolvidos a não assinarem, para que a declaração final de Bali não inclua qualquer referência a essa cifra. Caso nada fique concretizado, os países teriam que reunir-se no Havaí e para complicar, a União Européia ameaça de não participar da reunião no Havaí. Que horror !
Al Gore sugeriu que os acordos sejam aprovados e que deixem uma espaço em branco para uma possível assinatura dos Estados Unidos posteriormente. Que absurdo !
Meus amigos, é assim tudo que se vai fazer na atualidade, tudo, eu falo TUDO. Podemos analisar este contexto e chegaremos na certeza da mesquinhez humana e na desagregação da expressão "a união faz a força". Nada mais se faz pois não existe união, nada mais se faz porque o ser humano não quer fazer. O mundo se explode e o ser humano fica montado nos seus tamancos e não abre mão do seu orgulho.
Quantas Ongs estão em Bali gritando e relatando os fato? Elas são milhares. Gritar é preciso. Nossa humilde e despretensiosa palavra aqui é um grito; gritamos, e as pessoas sacodem os ombros, lavam as mãos. O planeta vai implodir e a raça humana vai desaparecer lavando as mãos. Não se consegue montar um trabalho que não esteja permeado pela indiferença.
Os Estados Unidos, na pessoa do senhor Bush, quer coordenar o mundo à sua maneira e não assinar em Bali, mas sim no Havaí. Está bem clara a posição de dominação que aquela Nação tenta exercer sobre o mundo. Assim, sem acordo, a reunião vai dar em nada e as catástrofes climáticas continuarão a matar e destruir, até que nada mais exista dos vestígios do homem sobre a terra. Que tristeza !
Por Alda Inacio

11 de Dezembro de 2007

* Uma palavra de defesa à Arche de Zoé

Amigos, eu costumo defender causas que para outros podem parecer perdidas e esta minha humilde defesa pode não mudar o mundo, mas é um grito que preciso dar contra a injustiça.
O mundo presencia o caos quase total, onde crimes hediondos acontecem diariamente, assassinos matam famílias inteiras, como foi o caso do julgamento reaberto e encerrado ontem, onde aquele monstro David Hotya foi reafirmado como prisioneiro perpétuo, pela morte de toda uma família, outros criminosos como o pedófilo Marc Dutroux por morte de menores está na prisão perpétua e tantos outros que nunca foram descobertos e vivem à soltas pelo mundo... no entanto, o crime dos integrantes da Organização não governamental Arche de Zoé foi tentar salvar da miséria 103 crianças. Eles não mataram, não violentaram ninguém, eles estavam a trabalho no Inferno, pois assim eu chamo aquele lugar, o Darfur, O Sudão e aquelas crianças não tinham parentes. Analisem os senhores: uma organização não vai chegando da noite para o dia e roubando um grupo de crianças. Eles estiveram ali meses, ajudando aquelas crianças. A preparação para virem habitar na França foi amplamente calculada, tanto na França como no Sudão, onde o grupo estava.
Agora estas 6 pessoas, francesas e espanholas, estão correndo o risco de serem condenadas a 20 anos de serviços forçados. Vocês imaginam isto? Estão condenadas a viverem longe de suas famílias durante 20 anos trabalhando por nada no Inferno?
O pior de tudo isto é ver a indiferença e incompreensão do mundo em relação a eles e aqui junto uma pequena lembrança da época que o primeiro grupo de liberados de Auschwitz na segunda guerra chegaram em Paris. Eles contavam de onde vinham e eram presos como loucos. Ainda outros episódios como a entrega dos judeus aos Alemãos, por parte de todos os países da Europa, e lavando as mãos, agora para um grupo de pessoas que não tinham na sua mente mais do que ajudar, sem nada ganhar em troca pode ser proposto pena de 20 anos de trabalhos forçados.
A humanidade é cruel, cega e egoísta; para quem, só interessa fazer o bem se o resultado for para ajudar a si mesmo, desde que nisto importe ganhar dinheiro, melhorar a sua própria vida, sendo que atos sem interesse são mal vistos, atos de bondade são invertidos e aqui fica minha palavra, pequena, que não vale nada, mas é sincera e gratuita.
Por Alda Inacio

8 de Dezembro de 2007

* Vamos devolver o que foi roubado da África.

A reunião de cúpula dos países Europeus e Africanos é hoje e amanhã em Lisboa (8 e 9/12) e foi explicada assim, pelas palavras do dirigente português senhor José Sócrates "Vamos discutir política sem tabus, sem temas proibidos, com total liberdade". E não é por menos que houve grandes manifestações de Organizações não governamentais hoje em Lisboa e penso que é esta a hora de fazer estes políticos resolverem os problemas de miséria na África e nos explicarem por que ainda não enviaram um grupo militar pacifista para socorrer o Darfur.
Penso que o herói desta reunião será Muammar Kadhafi, presidente da Líbia, pois em sua entrevista disse coisas que estavam entaladas na garganta de muita gente. Disse ele, entre tantas outras coisas : "Se o povo governar, acabam as guerras, a imigração e o colonialismo" e para entender esta frase não é preciso ser um gênio, é só dar uma lidinha nos jornais diariamente. E o mesmo Kadhafi disse que não são as famílias que enviam seus filhos para matar em outros países, são os governos. Desta forma, para acabar com as guerras, o povo é quem deveria governar.
O que observei nas notícias do dia de hoje é questão para pensar muito nesta salada que é a política mundial. Eu queria entender por que o presidente de Zimbabwe Robert Mugabe, não seria bem-vindo, por motivos de não respeitar os direitos humanos no seu país, mas o senhor Sarkozi , que está lá enfiadinho nesta reunião, enviou, há poucos dias, os parabéns à vitória do senhor Putin nas eleições da Rússia, sendo que a Rússia é um dos países que menos respeita direitos humanos no mundo.
Outra curiosidade é entender o senhor Sarkozy que acabou de decretar um ultimato ao Farc da Colômbia, para que libere os jornalistas presos há anos e o presidente Venezuelano desembarcando em Lisboa no dia de hoje, sem ser convidado? Cada um representando seu jogo de interesse. Complicado tudo isto, é só para perguntar: direitos humanos na Venezuela e na Colômbia, é o que mesmo?
E parece que a reunião da cúpula Africana e Européia interessa ao Presidente Chavez, pois ele arrumou esta viagem de urgência, com paragem obrigatória em Lisboa no dia de hoje.... e a reunião não tem nada a ver com a América Latina.
Na verdade o mundo inteiro sempre depositou os olhos nas potencialidades Africanas; nações roubadas, que vieram a esta cúpula reinvidicar a devolução das riquesas usurpadas. Claro ! Ou vocês pensam que a Bélgica, dou ela como exemplo, virou país de primeiro mundo como? Foi no Congo que esta gente enriqueceu. E quando o Congo consegiu libertar-se, já estava saqueado. Eu mesma conheci belgas que tinham 10 empregados dentro de casa no Congo e lembravam-se saudosos que aqui na Bélgica só conseguem ter um, no máximo dois.
É este o mundo em que vivemos gente!
Por Alda Inacio

PS - Após fazer este post recebi um texto sobre a "Cimeira Europa/África" e decidi partilhar com vocês. O texto tem o título: "FACE À CIMEIRA DA HIPOCRISIA: PROPOSTA DE ACÇÃO‏" leia no blogue http://luta-social.blogspot.com/ ao qual agradeço o texto e o esclarecimento.

6 de Dezembro de 2007

* Direitos Humanos no Brasil

A questão dos direitos humanos anda cada vez mais complicada no mundo; a criminalidade tem obrigado os governos a agirem com crueldade em relação aos bandidos, mas há muitas vezes o excesso de violência e isto pode ser mal visto pelas organizações governamentais que botam a boca no trombone.

Nós aqui fazemos o mesmo papel, tentando filtrar os assuntos que interessam para repassar a vocês num grito de "basta" ou "atenção" e para isto, eu particularmente, não olho se foi um amigo, um irmão, no meu país ou de outro o foco do problema. Para mim é indiferente o local onde ocorreu o fato e o que importa e dar o alerta e desta vez posso dizer desiludida " o que é isto gente brasileira?" Menina de 15 anos colocada na mesma cela de 20 homens? Foi isto o que aconteceu no Pará e o resultado é que a menina foi violada diversas vezes. Fazem alguns dias que esta notícia rolou na mídia e hoje eu tenho a oportunidade de dizer o que penso deste ato. O que aconteceu com estes policiais para colocarem uma criança na cela de homens, presos, truculentos e que devem assim permanecer, sem sexo, sem mordomias, recolhidos para pagarem suas penas? Já não basta o valor que eles custam nas costas do Estado? E estes policiais são debilóides, retardados ou bandidos ? O que vai acontecerá com estes policiais ? Serão punidos? Terão pelo menos o desemprego como punição?

A ONU deu o alarme sobre o fato, colhido de relatórios de várias Ongs de direitos humanos brasileiras. E junto com este grito da ONU veio outros índices. Mortes no Rio, onde só nos primeiros meses do ano 1072 suspeitos foram mortos e tem gente que é a favor da pena de morte? Com pena de morte, os suspeitos serão todos mortos e os verdadeiros bandidos ficarão bem vivos para continuar suas tragetórias de morte.
Louise Arbour, a comissária da ONU que passou alguns dias no Brasil, deve ter saído de lá escandalizada com tanta inoperância. Abaixo vai o link da notícia publicada pela Reuters ontem.
Por Alda Inacio

5 de Dezembro de 2007

* EU ESTIVE NA PORTA DO INFERNO

Com este relato estou retomando as atividades deste blog com algumas mudanças, mas explicando que minha vida pode mudar novamente a qualquer hora, conforme relato abaixo.

Aqui estou de retorno na Bélgica depois de uma ida de dois dias ao Sudão. Até aqui foi-me pedido sigilo sobre meu trabalho, mas esta viagem foi uma experiência que desejo dividir, o tanto que foi dolorosa e traumática. A minha função é ocupar-me do escritório em Bruxelas, mas eu queria engajar-me nos trabalhos, por isto havia tomado a decisão de ir, fosse como fosse, pois estou cansada de ajudar só com conversa.

Meu destino era a fronteira do Darfur, estive lá, ou quase lá, pois nem cheguei a entrar no Darfur, fiquei no aeroporto de Cartum, no Sudão, negociando a permanência das 30 pessoas que lá conduzi. Minha ida foi para permanência, no entanto a negociação teve que tomar outro rumo.

Desembarcamos no aeroporto de Cartum, no Sudão com destino ao sul, Kalma, onde nossa Ong tem uma frente de trabalho e o grupo de 30 pessoas que foram comigo deveriam ser conduzidas para os campos de Kalma; neste lugar, um dos maiores campos de concentração do mundo, existem quase 200.000 pessoas refugiadas.

Qual não foi nossa surpresa ao chegar no aeroporto de Cartum e ver o coordenador da equipe de campo nos aguardando com a triste notícia da morte de um integrante da nossa missão, ocorrida na noite anterior.

Uma morte inesperada, mas não totalmente impossível, é isto que espera cada um que arrisca-se a esta missão humana, que se torna desumana conforme vamos nos adentrando no conflito. Assim mesmo eu me propus a ir, morar em barracas, comer alimentos que descem em paraquedas, enviados pela ONU. Já no aeroporto fui inteirada que a minha missão se limitaria ali. Haviam 8 pessoas doentes que deveriam voltar ao Brasil e deveriam ser acompanhadas até o embarque no Charles de Gaulle em Paris. Eu seria esta acompanhante e a decisão tinha que ser acatada, afinal, sinto que não pertenço mais a mim mesma.

Ontem pela manhã os 8 que eu devia acompanhar apresentaram-se e creio que nunca havia visto um tal estado de descompostura humana. Entre eles haviam professores, enfermeiros e, à primeira vista pareciam mendigos, sujos, magros e doentes. Eles contaram que o inferno é exatamente em Kalma. Latrinas a céu aberto, barracas que não cabem uma pessoa de pé, quase 200.000 pessoas e a morte que anda de camelos e cavalos ao redor do acampamento e mais que tudo a fome, apesar de dezenas de Ongs trabalhando no local, sem dar conta do que se lhes mostra.
Quem esteve na porta do inferno pode dizer que este paraíso nosso aqui, nossa casa, nossa vidinha, deve ser agradecido a Deus dia e noite.

Por Alda Inacio


2 de Dezembro de 2007

* Aviso aos amigos e passantes:

Hoje eu fechei meus blogs "Sentidos" e "Crítica e denúncia" mas deixarei este aqui no ar e "A vida em Bruxelas" por tempo indeterminado, pois aceitei um trabalho em outro país e não sei como tudo se passará daqui para frente. Estarei viajando amanhã 03/12. Agradeço do fundo do coração à quem tentou entender o que foi falado aqui e nos outros espaços. Quem está fora de casa, em viagem pelo mundo, tem vida incerta. Fica aqui meu agradecimento a todos.
Com carinho e atenção Alda Inacio
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